Lá fora, uma sereia passava. E o mar era apenas areia, que camelos atravessavam.
Não se deu conta daquilo. O milagre continuava estendido em sua cama. Acendeu um cigarro e fumou sem produzir fumaça. Na verdade, o mundo tinha perdido o som. E aquilo não a incomodava, o que também era estranho pra alguém tão barulhenta.
Saiu e foi a padaria comprar pão em meio a uma selva, o atendente era um crocodilo. Recebeu o troco em conchas.
Voltou flutuando; tinha comprado pães com gosto de manga e tulipas sem cor, que imaginava serem tulipas.
O pesadelo começou, quando voltou e não o achou. E acordou.
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