quarta-feira, 19 de fevereiro de 2014

Sem título que sirva

Amor por nada.
Amor sem nada.
Amor de nada.
Amor sem graça.
Amor a graça.
Amor de graça.
Amor ao ódio.
Amor ilusório.
E tudo isso pode ser apenas o plágio de sentimentos.

sexta-feira, 14 de fevereiro de 2014

A beleza do teu verso

Lindo poeta. Boa noite. Escreva uma estrela. Teça o verso, do mais rico fio de seu pensamento. Pra pontilhar e rimar o céu inteiro. Depois, quando a lírica aurora vier, volte para a cama que abandonaste, ao fazer do mundo uma poesia modernista com saudades e reminiscências barrocas.. O sono, o carinho e os beijos, guardamos no futuro, sempre revivido em tua partida.

O que eu sentir e você deixar

Ai essa mania
Esse desassossego,
Essa vontade...
De quê? De um abraço, de um carinho...?
Teu? Deles?
De todos.
Ocupemos o espaço e sejamos um
O impossível não é tão difícil assim
Se eu quero e você deixar
Faremos juntos e sozinhos 

O sentir


Eu quero ter mil homens,
Eu quero beijar um milhão de vezes,
Eu quero morrer trezentas vezes,
Comer milhares de flores.
Me embriagar em oitocentos bares,
Me afogar em sete mares
E assim, viver pra sempre
Na eternidade dos sentidos.

Fazer-se ao mar


Ouço o seu canto, saudade. 
Belo e perigoso. 
Mas eh impossível voltar, 
Eh melhor ir
Marinheiro, a nave parte, 
O mar chama. Não ouve?
Ir para longe, ir para o mundo. 
Mas não para cantar glórias, 
Não desejo a coroa dos heróis, 
As folhas murcham.
Apenas para ter os caminhos instáveis 
debaixo dos pés.

Trecho de lembrança

Sento-me em minha mesa favorita do café. Sim, é aquela mesma mesa ainda. Na janela, que dava para a esquina da rua. O engraçado nisso tudo é ir a um café, para tomar suco de laranja. E que eu acho o melhor da cidade. Gosto meu, fazer o quê. E o segundo motivo é ainda por que nessa mesma mesa, apesar de já gostar dela muito antes, ela me lembra cada palavra das nossas conversas. 

Estranho pensar que só ao me sentar é que me vem com tanta perfeição a sua imagem, seus gestos, palavras e as vezes até seu cheiro. Poxa, eu fico com uma sensação horrível de frustração. Ainda me apego a sua lembrança. Não que tenhamos terminado mal, desejando reciprocamente nossa morte. Mas foi de um jeito tão estranho...um monologo a dois, onde nada ficou muito claro, um abraço sem sal sobre a chuva e silêncio. 
Quando tudo que havia eram um monte, toneladas de palavras, silêncio entre nós era algo raro. E agora eu aqui, tomando suco de laranja, escrevendo essas bobagens, parecendo uma mulher melosa, tentando entender sozinha. Um exercício inútil.
Mas um dia ainda, só de desaforo a sua imagem, só pra insultar a sua lembrança, coloco na cadeira que o seu fantasma-memória ocupa agora, um outro cara. É, você vai ver só. Eu mato você, saudade.

Talvez e apenas talvez...

Talvez
E apenas talvez eu tenha esquecido onde deixei
Aquele corpo que te lembrava
Aquele pensamento que só queria você.
Aquele coração que ansiava por sua voz.
Talvez.
Eu possa ter me perdido nas horas, nos dias, e esquecido de como é ter você

ao alcance do meu chamado.
E ao que parece, a ausência da falta não se fez somente em mim.
E talvez, apenas, talvez, eu tenha deixado, esquecido, abandonado
Em algum lugar aquele corpo, aquela mente, aquele desejo
O querer tão grande, que eu sentia.
Pena. Mas espero não voltar mais àquele tempo, ele já se foi.
Não volta.
E eu não quero olhar pra trás, pois se fizer, sei que estarei perdida.

Ser em um mundo que não se é.

Felicidade, não é uma obrigação, não faça de um sorriso uma arma, uma ferramenta, mais uma máquina, como nós, seres humanos, fizemos de muitas coisas. Se desejar sorrir e ser feliz neste dia, seja; se deseja sofrer, sofra. Porém, tudo é passageiro. Menos a naturalidade com que se sente o que afeta o espírito humano.
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Essência

Cansei de ser um humano ser. Quero me reiventar. Quero ser um peixe e viver no mar. Quero ser um gato e viver no telhado, olhando e cantando a Lua. Ou quero ser um peixe gato. E ter duas essências.




Ode ao nosso abandono

Que meus olhos permaneçam abertos.
Que minhas mãos se façam cada dia mais suaves, para as carícias que roubo de tua pele,
que meus pés sempre sintam a necessidade de voltar pelo caminho que segues.
Ainda que eu não te perceba completo e sejas
somente mais um sonho.. 

Boa noite.

Uma pena, meu amor...

Os pés não tocam mais o chão.
Longe, longe... 
Há um dia que nunca se apaga da memória. 
Aquele que fiquei tão próxima a você 
que senti o cheiro dos seus pensamentos,
e pude ouvir a música do seu coração.
Devaneios. 
Pena que tudo perece sob o Sol.

Haikai desnecessário

Não faço poesia. 
Sou apenas um verso sujo 
Arremedo do que já li.


Sem título amoroso

Medo pra quê? 
Medo de quê?
Medo por que?
Com você há de ser tudo novo...
Eu não quero viver um eterno retorno 
Há de ser.. 
Tem de ser...
Tem que ser assim.. 
Novo como a primavera 
O mesmo velho sentimento renascido 
Na imagem e semelhança sua.


Permitir: v.t. 1. Dar a liberdade, o poder de fazer, de dizer.2. V.pr. Tomar a liberdade, a licença de.

Permitir-se. Quando éramos crianças, no quintal, no sítio, na rua, saber que mesmo correndo o risco de ralar o joelho, quebrar a cabeça, levar uma mordida de cachorro no traseiro, apanhar do pai ou da mãe, queríamos tanto uma coisa, tanto, que valia o perigo e então o medo ia embora e a vitória caminhava ao nosso lado. Quero que aquela criança dentro de mim, volte a brincar comigo e sussurre os segredos da sua (jovem e bela) sapiência em meu ouvido. 

Dia de desabafo nesse lixo (e por isso, necessário) de rede social:

A todas e todos que conheci um dia. Cara, eu tenho uma porcaria de memória de elefante, que faz com que por mais que eu tenho te chateado, magoado, ou irritado- coisas que faço invariavelmente-, eu ainda sinto saudades de vocês... Minha raiva, minha mágoa passam rapidamente; e ainda que nem ou você, cara (o) desaparecida(o), não tenhamos mais afinidades para mantermos uma amizade ou algo do tipo, eu vou sempre lembrar com carinho de tudo que vivemos e aprender a medir melhor tanto meus atos e palavras, bem como os seus para comigo. É isso. Uma boa vida pra você. Tudo de bom. Adeus.


Memoria(dor)

Eu quero furar os olhos da minha memória para nunca mais ver seu rosto em minha mente. Nunca mais recorrer a essa lembrança viva e maldita. Eu quero matar o que resta de você em mim, puxar pela raiz, como a uma erva daninha. Eu quero que você suma completamente. Eu vou te exorcizar. Eu vou te banir. E nunca mais olhar a sua imagem. Serás proscrito.


Gaiola

Me escondo onde não desejas procurar.
Sou o que você gostaria de mudar.
Sempre torta.
A mesma em meus defeitos,
Mas ainda assim querendo a tudo,
E antes de tudo o gosto do teu ser.
Tão vulgar e incompleta como
o mato que cresce na calçada.
Gostaria de receber ainda que o mínimo 
de sua atenção.
Ou até mesmo de sua raiva.
Ainda assim seria um olhar.
Quem sabe te capturasse em uma gaiola,
que faço para teu ser há eras infindáveis.
Mas ainda que mais essa tentativa seja frustrada,
a unica tendência que em mim habita é a busca por aquilo que me prende.
Você me tem aprisionada ao teu movimento há muito mais tempo.


Eu te devoro.

Eu sou uma devoradora
Devoro mundos, musicas, vidas.
E o que engulo, por vezes,
Nos descaminhos do corpo unido a alma,
pára no coração.
Você está lá.

Junto com muitos outros
Pedaços que me assombram por dentro...
Mas nem deles nem de você e de nenhum dos outros, futuros,
Pretendo me livrar.
O peito é grande e a vontade canibal continua intacta.


Para Iemanjá.

Ah, a doçura do mar!
Seu canto que tanto me entontece 
e me chama.
Para embalar sonhos.
Era tudo que o peito e a mente 
Atormentada agora desejam..
Sentir o sopro da maresia.
E soltar a corda que prende 
Meu barco-alma sem cais
Solto, livre, enfim.
Vela frágil ao sabor do Novo Mundo.
Velejar
Sonhando a rota
Sem desejar, apenas ser
Mar, vento e o casamento perfeito
De um novo mundo com um novo eu se daria
E eu seria a mesma casca da madeira de 
Swhaili
Ou Madagáscar 
Ou do Laos..
Seria, sentiria e esqueceria.

Normalidade é para os fracos

Posso pedir desculpas, perdão, lamentar pelos erros cometidos e feridas abertas. Mas caso minha natureza insana, instável, estranha te incomoda, me afasto para que não vejas mais passar diante de teus olhos, o carnaval do hospício que eu sou.

Pequeno poema dramático

Cancer

Ser um símbolo do drama 
Ser um bicho do mar 
Ser.
Que minhas garras nunca te prendam...

Eu também posso sentir raiva da sua comodidade.

Somos seres ordeiros. Trabalhamos, Pagamos, Rezamos, Fingimos que Amamos. 
Acordamos cedo para irmos para empregos, ocupar funções, dar e receber ordens e onde nos sentimos úteis, entretanto, seriamos substituídos com facilidade. E no fim do dia, cansados, reclamamos. Temos quatrocentos mil amigos em redes sociais e choramos de solidão e pelo vazio que nos corrói. E nessa mesma rede social, estamos sempre felizes e sorridentes em fotos. Construímos nela uma paraíso macio de nuvens rosáceas. 
Partilhamos mensagens de amor, fé e esperança. Proclamamos o que nos falta. Não há respeito, não há o amor que dizemos sentir. Deus eh uma mensagem bonita para que pareçamos mais crentes. Pessoas boas. Tentamos ser bons. Menos com o nosso próximo. Com o gay, o menino de rua viciado em crack. Não encontramos e não sentimos afeto por essas criaturas. 
Somos hipócritas, enfim. Sou hipócrita. Uma boa tarde a perfeição.



Sem um titulo de verão



Quase um haikai.
Um banho com agua fresca
Um sorvete que derrete com o fim da tarde
Dessa tarde verão,
eu tiro a leveza.
Por que você insiste em achar dificil acreditar que,
eu me sinto universalmente feliz com tão pouco?


Eu não caibo dentro da sua vida.

Garotos perdem tempo pensando,
Em uma definição,
Procurando.
Uma bela caixa,
Pra me encaixar.
Me querem boneca.
Maleável, doce.
Gentil. Observar sempre as boas maneiras.
Apenas se esquecem,
Ou fingem ser possível,
Guardar um ser do mar,
que sou,
Dentro de um vestido cor-de-rosa.

A todas as maravilhosas mulheres de minha vida.

Bom, postando aqui minhas coisas antigas.

Muitos nomes, muitos rostos, tem essa garota...

Quem eh essa garota? Que olha e nos vê e entende, mas não nos leva? Nos arrasta, na verdade... Ela pisca e o mundo apaga. Ela abre os olhos e o mundo volta a existir. Prende olhares aos milhares Mas nenhum a decifra. Esfinge. Existe, mas poucos conhecem. E a humanidade peca,pela ignorância de não saber seu nome.Ela sonha. Tanto... Ela ri... de forma tão linda... Ela vibra... único tom puro. O mais alto. Ela quer. E a luz se faz.. Elas e a dor. Elas e as dores.Todas, dentro de um ser. E continuam a dançar. A vida eh escrita por suas mãos e gestos.E como flores que nascem no asfalto, no campo, na escarpa e sobre as águas,Toda matéria ela domina e dela faz uso.O mundo pertence a ela e não reivindique pra si, quinhão. Ela não eh egoísta. Elas não são egoístas. Elas se dão, se darão, deram. Inteiras. Você que não sabe entender. Aceitar. Ver. Aprenda pelo exemplo próximo à fortalezas.
Não eh tão difícil.