Em um dia de ira,
nem as divindades
terão pena de ti.
Terei meu banquete
em que você será o sacrifício.
Vou comer teu fígado
e cuspir flores.
Do tutano que eu chupar de teus ossos,
sua essência escorrerá pela minha garganta,
como hidromel.
A tua carne perfumada, mordida e mastigada,
engolida com deleite,
alimentará as incertezas que um dia nutri,
do que não foi devorado dentro de mim,
pelo sentimento que tinha.
Não deixarei nada para os corvos, cortarei, dividirei, partilharei você,
com todos aqueles que desejarem.
Nada. Para que não haja mais o perigo de que nada de você fique,
que nada de você ainda possa ameaçar minha paz.
a paz que adquiri a cada mordida, a cada bocado que enfim devorei, depois de por você ter sido devorada.
Seremos um.
Enquanto não chega este dia, sorrio ante esse pensamento,
A bela máscara que esconde o meu verdadeiro desejo.
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