Permitir-se. Quando éramos crianças, no quintal, no sítio, na
rua, saber que mesmo correndo o risco de ralar o joelho, quebrar a cabeça,
levar uma mordida de cachorro no traseiro, apanhar do pai ou da mãe, queríamos
tanto uma coisa, tanto, que valia o perigo e então o medo ia embora e a vitória
caminhava ao nosso lado. Quero que aquela criança dentro de mim, volte a
brincar comigo e sussurre os segredos da sua (jovem e bela) sapiência em meu
ouvido.

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