-Não se transforma o cotidiano em obra de arte; ele é obra de arte. E é lixo. Se você não aprendeu isso lendo Bukowski, você não leu direito...
- E quem lê alguma coisa direito? A gente só faz as coisas por vaidade, caralho...
Mais uma discussão inútil entre bitucas de cigarros, baforadas, garrafas, maconha ruim, beijos de cerveja e livros pelo chão; uma promiscuidade digna das melhores festas dionisíacas. Os corpos imitam os objetos, espalhados pelo chão da mesma maneira misturada. Corpos e objetos; uns tão inanimados quanto outros.
A ressaca, a dor de cabeça, o desânimo e o ódio amargando a boca; aquele mundo hipócrita e ordeiro, viriam junto com os óculos escuros e o primeiro cigarro acendido cheio de raiva da vida, na rua, depois do café na padaria mais barata. E todos gostam e odeiam essa vida ao mesmo tempo. Bom é quando faz mal? Pra alguns, sim. Bebidas, vômito, discussões, desabafos e até declarações de amor poderiam estar em qualquer canto da cidade, apenas variam de intensidade.
Mulheres de olhares tortos e maquiagem borrada fazendo poses, desejando e sendo desejadas e rapidamente esquecidas.
- E quem lê alguma coisa direito? A gente só faz as coisas por vaidade, caralho...
Mais uma discussão inútil entre bitucas de cigarros, baforadas, garrafas, maconha ruim, beijos de cerveja e livros pelo chão; uma promiscuidade digna das melhores festas dionisíacas. Os corpos imitam os objetos, espalhados pelo chão da mesma maneira misturada. Corpos e objetos; uns tão inanimados quanto outros.
A ressaca, a dor de cabeça, o desânimo e o ódio amargando a boca; aquele mundo hipócrita e ordeiro, viriam junto com os óculos escuros e o primeiro cigarro acendido cheio de raiva da vida, na rua, depois do café na padaria mais barata. E todos gostam e odeiam essa vida ao mesmo tempo. Bom é quando faz mal? Pra alguns, sim. Bebidas, vômito, discussões, desabafos e até declarações de amor poderiam estar em qualquer canto da cidade, apenas variam de intensidade.
Mulheres de olhares tortos e maquiagem borrada fazendo poses, desejando e sendo desejadas e rapidamente esquecidas.
Essa gente estranha e o esgar da inadequação. Sujos, feios, mal educados, embriagados e doentes quem teria piedade? Poluem a cidade, com seu desregramento, produzindo a fina arte dos próximos séculos. Todos os rejeitados em sua existência, são deslocados, bodes expiatórios da beleza anormal que se encontra nas cidades, profetas sem púlpito em um mundo tão asséptico e neutralizado.
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