Eu matei o meu amor.
Friamente, sorrindo.
Matei, todas as vezes que dizia sim.
Matei com as máscaras que usei.
Traiçoeiramente. De luz apagada.
Matei chorando, por ciúmes.
Eu matei o meu amor, com um amor doentio,
que nasceu em seu lugar, uma erva daninha.
Eu matei meu amor, por que ele queria ser morto.
Ele foi morar longe e hoje ele não existe mais em mim.
E nem eu sei mais quem habita minha antiga pele.
Mas saibam, eu matei o meu amor, e sou réu e verdugo.
Por que eu matei meu amor de fome de mais amor.
E a dor que eu sinto é do amor corroendo o buraco que ficou.
Comendo minha mente, minhas entranhas, eu não sou culpada e nem santa.
Eu sou um amor que mata o amor.
terça-feira, 29 de novembro de 2016
Eu matei o meu amor
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