Você decide como ele será, mais um fardo ou menos um dia para carregar a mortalha de um sentimento impossível.
Mas de que ruínas escapa a fumaça do incêndio, se não há nem mesmo a destruição, a palavra é outra para o que aconteceu: desolação, o nada no tempo e no espaço.
Meu trabalho não é sobre a metáfora, mas sobre aquilo que existe de mais comum em nossa existência e que por isso mesmo, é a maior dor: os sonhos frustrados, morreram antes de um ano. Foram postos pra fora, como um cão que não se quer mais em casa. Ele passa fome e frio, e ninguém se importa; tratam-no como um estorvo que ali não deveria estar.
E quando você conseguir sentir o gosto da mudança do tempo, como você vai reagir? Amaldiçoar ou bendizer, o que já foi, é inútil.
Uma dor mora no peito, mas nem incomoda mais, ela só está lá ainda com seu nome, mas sem essência nenhuma, como um frasco de perfume vazio.
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